EXPEDIENTE NO. IJM-0031
CLASSIFICACAO: ARQUIVO HISTORICO
Tutancâmon
Tutankhamun
Faraó do Egito

SECAO I -- PERFIL DO SUJEITO
| Nome | Tutancâmon |
|---|---|
| Ingles | Tutankhamun |
| Nacionalidade | Egito |
| Vida | ca. 1341 a.C. – ca. 1323 a.C. |
| Sexo | Masculino |
| Seculo | a.C. |
| Campo | Política |
| Titulo | Faraó do Egito |
SECAO II -- VISAO GERAL
Tutancâmon, cujo nome de nascimento era Tutanquaton — «imagem viva de Aton» —, nasceu por volta de 1341 a.C., no auge do experimento religioso revolucionário de seu pai, o faraó Aquenáton, que havia abolido o politeísmo tradicional para impor o culto exclusivo ao disco solar Aton.
O menino cresceu em Aquetáton, a nova capital construída no deserto em Amarna, em meio a palácios coloridos, templos abertos ao céu e uma arte de proporções ousadas que rompia com milênios de convenção egípcia.Testes genéticos modernos realizados em 2010 sugerem que sua mãe era uma irmã de Aquenáton, união consanguínea que explicaria os problemas de saúde crônicos do menino.
O primeiro ponto de virada chegou com a morte de Aquenáton, por volta de 1332 a.C.Após o breve reinado de um sucessor enigmático — possivelmente Nefertiti sob outro nome —, o pequeno Tutanquaton, de cerca de nove anos, subiu ao trono da décima oitava dinastia.
Casou-se com sua meia-irmã Anquesenamon e, sob a tutela do vizir Ay e do general Horemheb, assumiu formalmente o controle de um Egito exausto, dilacerado por convulsões religiosas, templos abandonados e tensões diplomáticas com o reino dos hititas na Síria.Na fase inicial do reinado, por volta de 1330 a.
C., os tutores do faraó menino promoveram a restauração do culto tradicional a Amon e dos demais deuses do panteão egípcio.O próprio nome do soberano foi alterado de Tutanquaton para Tutancâmon — «imagem viva de Amon» —, a corte abandonou Amarna, Tebas voltou a ser centro religioso e os sacerdotes de Karnak recuperaram suas propriedades.
Monumentos foram reconstruídos, a «Estela da Restauração» proclamou o fim do «tempo da doença», e o jovem rei, ainda que figura simbólica, concedeu legitimidade a essa contrarreforma.Poucos reinados teriam tão pouca importância política e, ao mesmo tempo, tão desmesurada fama póstuma.
Tutancâmon morreu por volta de 1323 a.C., ainda adolescente, com cerca de dezoito anos, por razões debatidas até hoje: fraturas na perna, infecção por malária, deformidades ósseas hereditárias — ou alguma combinação delas.
Foi sepultado apressadamente em uma tumba pequena no Vale dos Reis, a KV62, provavelmente preparada para outra pessoa, e seu nome foi quase apagado pelos sucessores que tentavam sepultar também a memória de Amarna.O segundo ponto de inflexão, três milênios depois, foi a descoberta sensacional desse túmulo em 4 de novembro de 1922, pelo arqueólogo britânico Howard Carter, financiado por Lord Carnarvon.
Diante da antessala entupida de tesouros, quando perguntado se via algo, Carter respondeu: «Sim, coisas maravilhosas.» Foram mais de 5.000 artefatos — carros de guerra dourados, tronos, armas, joias, biombos, estátuas — e, sobretudo, a icônica máscara funerária de ouro maciço de 11 quilos, hoje um dos objetos mais reconhecidos do mundo.
Nos anos seguintes, a morte de Carnarvon por infecção alimentou a lenda da «maldição do faraó», explicada pela ciência como contaminação por esporos de mofo.«Rei Tut» tornou-se o faraó mais famoso da história, ironicamente por ter sido um dos mais obscuros.
As exposições itinerantes reúnem multidões em todo o mundo, o Grande Museu Egípcio em Gizé abriga hoje a coleção completa, e o achado de sua tumba despertou um fascínio global pelo Egito antigo que permanece vivo mais de um século após ter vindo «à luz de coisas maravilhosas».
SECAO III -- CRONOLOGIA
SECAO IV -- DECLARACOES NOTAVEIS
“O passado nunca está morto; ele nem sequer é passado.”
SECAO V -- NOTAS DE CAMPO
[A]A maldição do faraó
Após a abertura do túmulo, vários membros da expedição morreram em circunstâncias misteriosas, dando origem à lenda da «maldição do faraó». Lord Carnarvon, o financiador da escavação, morreu apenas alguns meses após a descoberta devido a uma infecção. Cientificamente, a «maldição» foi explicada por esporos de mofo na câmara funerária selada.
SECAO VI -- LEGADO E IMPACTO
A descoberta em 1922 da tumba quase intacta de Tutancâmon despertou um fascínio mundial pelo Egito antigo que persiste até hoje. Os mais de 5.000 artefatos recuperados, especialmente a icônica máscara funerária de ouro, transformaram nossa compreensão das práticas funerárias e do artesanato egípcios. 「Rei Tut」 tornou-se o faraó mais famoso na cultura popular e suas exposições continuam atraindo milhões de visitantes globalmente.
SECAO VII -- OBRAS PRINCIPAIS
- [01]Máscara funerária de ouro (11 kg de ouro maciço)
- [02]Caixão interno de ouro maciço (110 kg)
- [03]Mais de 5.000 artefatos da tumba descobertos em 1922
- [04]Restauração do culto a Amon após o período de Amarna
- [05]Tumba KV62 no Vale dos Reis



