EXPEDIENTE NO. IJM-0042
CLASSIFICACAO: ARQUIVO HISTORICO
Karl Marx
Karl Marx
Filósofo, Economista e Teórico Social

SECAO I -- PERFIL DO SUJEITO
| Nome | Karl Marx |
|---|---|
| Ingles | Karl Marx |
| Nacionalidade | Alemanha |
| Vida | 1818–1883 |
| Sexo | Masculino |
| Seculo | Séc. XIX |
| Campo | Filosofia |
| Titulo | Filósofo, Economista e Teórico Social |
SECAO II -- VISAO GERAL
Karl Heinrich Marx nasceu em 1818 em Tréveris, antiga cidade episcopal da Renânia Prussiana, filho de Heinrich Marx, advogado de origem judaica que se convertera ao luteranismo por exigência profissional, e de Henriette Pressburg, mulher de raízes rabínicas holandesas.Cresceu numa casa de conforto burguês, biblioteca rica em clássicos e Iluminismo francês, influenciado na adolescência pelo vizinho Ludwig von Westphalen, barão culto e liberal que o iniciou em Homero, Shakespeare e Saint-Simon — e cuja filha Jenny, sete anos mais velha que Karl, tornar-se-ia sua noiva e, mais tarde, companheira inseparável por quatro décadas.
O primeiro ponto de virada ocorreu nos anos universitários.Matriculou-se em Bonn em 1835 para estudar direito, mas dividiu seu tempo entre duelos, clubes de poesia e dívidas.Transferido para Berlim pelo pai preocupado, mergulhou na filosofia hegeliana, ingressou no círculo dos «jovens hegelianos» críticos e radicalizou-se politicamente.
Doutorou-se em 1841 pela Universidade de Jena com tese sobre Demócrito e Epicuro, mas a perseguição oficial aos hegelianos de esquerda fechou-lhe as portas da carreira acadêmica.Voltou-se para o jornalismo: em 1842-1843 dirigiu a «Gazeta Renana» em Colônia, até que a censura prussiana a suprimiu.
Exilado em Paris com Jenny a partir de 1843, conheceu em 1844 Friedrich Engels, filho de industrial têxtil que traria ao par do velho toda a vida a experiência direta das fábricas inglesas e, também, apoio financeiro vitalício.Juntos escreveram «A Sagrada Família» e as anotações dos «Manuscritos Econômico-Filosóficos» nos quais Marx formulou pela primeira vez a noção de alienação do trabalho.
Expulso da França em 1845 por pressão prussiana, mudou-se para Bruxelas, onde com Engels redigiu «A Ideologia Alemã» e, a pedido da Liga dos Comunistas, publicou em Londres, em fevereiro de 1848, o «Manifesto do Partido Comunista», com a célebre frase de abertura: «Um espectro ronda a Europa — o espectro do comunismo.» O segundo ponto de inflexão foi o fracasso das revoluções de 1848-1849, em que Marx participara ativamente na Renânia como editor da «Nova Gazeta Renana».
Banido sucessivamente da Alemanha, da França e finalmente da Bélgica, estabeleceu-se em Londres em 1849, onde permaneceria pelos 34 anos restantes.As três décadas londrinas foram de miséria extrema: apartamentos insalubres no Soho, credores, três dos seis filhos mortos na infância por doenças ligadas à pobreza, suor frio e furúnculos dolorosos que o impediam de escrever sentado.
Sobreviveu graças à correspondência do New York Daily Tribune, à herança de Jenny e, sobretudo, às mesadas regulares de Engels, que passou anos trabalhando na indústria têxtil em Manchester exclusivamente para sustentar o amigo.Mergulhou, durante essa travessia, na Sala de Leitura do British Museum, onde estudou dez horas por dia por mais de uma década.
Ali construiu, livro a livro, a análise científica do modo de produção capitalista que publicaria em 1867 como primeiro volume de «O Capital» — obra-matriz sobre mercadoria, mais-valia, acumulação e luta de classes.Os volumes II e III, organizados por Engels a partir dos manuscritos de Marx, só viriam postumamente.
Em 1864 cofundou em Londres a Associação Internacional dos Trabalhadores — a «Primeira Internacional» —, que liderou até dissolver-se em 1876 após o conflito com o anarquista Bakunin.A morte de Jenny em 1881 e da filha mais velha Jennychen em janeiro de 1883 arrasaram-no.
Faleceu em 14 de março de 1883, aos 64 anos, numa poltrona em sua casa em Londres.Apenas onze pessoas acompanharam o enterro no Cemitério de Highgate.Engels proferiu o célebre elogio: «No dia 14 de março, quinze minutos antes das três da tarde, o maior pensador vivo deixou de pensar.
» Sua crítica do capitalismo e sua teoria do materialismo histórico tornaram-se a base intelectual dos movimentos socialistas e comunistas que remodelaram o mapa político do século XX — aceita ou rejeitada, sua análise da luta de classes, da exploração do trabalho e da desigualdade econômica permanece central nos debates contemporâneos de economia, sociologia e ciência política.
SECAO III -- CRONOLOGIA
SECAO IV -- DECLARACOES NOTAVEIS
“Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diversas maneiras; o que importa é transformá-lo.”
“A história de toda sociedade até hoje existente é a história das lutas de classes.”
SECAO V -- NOTAS DE CAMPO
[A]Uma vida na pobreza
Apesar de sua extensa análise do capital, o próprio Marx viveu em profunda miséria. Em Londres, sua família dependia frequentemente do apoio financeiro de seu amigo Friedrich Engels. Vários de seus filhos morreram em consequência das precárias condições de vida. A ironia de que o maior crítico do capitalismo tenha ele próprio sofrido sob suas agruras foi muitas vezes comentada.
SECAO VI -- LEGADO E IMPACTO
A crítica do capitalismo de Marx e sua teoria do materialismo histórico tornaram-se a base intelectual dos movimentos socialistas e comunistas que remodelaram o mapa político do século XX. Quer aceita ou rejeitada, sua análise da luta de classes, da exploração do trabalho e da desigualdade econômica permanece central nos debates em economia, sociologia e ciência política hoje.
SECAO VII -- OBRAS PRINCIPAIS
- [01]O Capital, Volume 1 (1867)
- [02]O Manifesto Comunista (com Engels, 1848)
- [03]O Dezoito de Brumário de Luís Bonaparte (1852)
- [04]Grundrisse (manuscritos econômicos, 1857-1858)
- [05]Contribuição à Crítica da Economia Política (1859)



